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Fotografia e outros devaneios

Fotografias, e às vezes palavras, de Fernando DC Ribeiro

30
Abr08

Também eu gosto de os juntar...



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Versão prosa

 

O redemoinho é um sorvedouro que roda-a-roda vai rodando num rodopio e quase sem pio, piamente sobem a calçada num corrupio, pedal-a-pedal vão pedalando, rodando num torvelinho que vai de um até ao outro, com o burburinho, sem qualquer coisa de intermédio,  nem sequer um pi (ou) lar nesta ponte de tédio, que vai do redemoinho até aos putos da bicicletada que ficaram no intermédio.

 

Que me desculpe o Mário, o Sá e o Carneiro pela caldeirada e por todas esta açorda dum buraco com bicicletada.

 

Então, e os putos!?

Coitados, deram à perna para toda esta trapalhada.

 

Felizes sonhos, para os que ainda sonham!

 

 

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Versão poesia

 

O redemoinho é um sorvedouro

que roda-a-roda vai rodando num rodopio e

quase sem pio

piamente sobem a calçada num corrupio


 

pedal-a-pedal vão pedalando

rodando num torvelinho

que vai de um até ao outro,

com o burburinho,

sem qualquer coisa de intermédio,  

nem sequer um pi (ou) lar nesta ponte de tédio,

que vai do redemoinho até aos putos da bicicletada

que ficaram no intermédio.

 

Que me desculpe o Mário

o Sá

e o Carneiro pela caldeirada

e por todas esta açorda

dum buraco com bicicletada

 

Então, e os putos!? Coitados...

deram à perna pra toda esta trapalhada

 

Felizes sonhos, para os que ainda sonham!

 

Até ao próximo poste!

 
27
Abr08

E assim foi temperado o aço...



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E assim foi temperado o aço, com esforço, suor e lágrimas. Matéria nobre, pode ser, mas também tem os seus parasitas. Os de cor, são só para disfarçar. Os verdadeiros, também têm cor, mas também esses são feitos de outra matéria. E assim foi temperado o aço…

18
Abr08

||||||||||||||||| - pois! mas nem tudo que parece, é!



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Aos que me costumam visitar por aqui:

 

- Não me desculpem as minhas ausências, pois são imperdoáveis como imperdoável é deixar de fazer e por de lado aquilo que mais gostamos.

 

A vida é breve e simples, está-nos no ser de sermos animais vivos, a inteligência, que dizemos faltar aos outros animais, é que complica tudo e, ser simples, não nos foi suficiente. Complicamos, complicamos tudo cada vez mais como a engrenagem de um relógio mecânico, como se os dias, as noites, as luas e as primaveras não existissem para contar o tempo.

 

É precisamente que por falta desse tempo que é contado pelos relógios, que as minhas ausências se fazem sentir…antes fosse linha, recta, e seguisse o meu destino sem fim, pois no seu devaneio, as linhas paralelas também divergem… há no entanto quem as veja convergir, e aí é que está o problema. Complicamos tudo para viver uma vida sofridas e merecermos o céu. O problema está em se acreditar ou não, e por isso as divergências das linhas paralelas não passam de uma ilusão. Saberei eu o que estou a dizer!?

 

Adeus, refugio-me mais uma vez nas minhas ausências, pois lá terei que seguir a divergência das linhas até que cansado das engrenagens, faça inversão e escorregue pela convergência das linhas até ao ponto de partida. Linhas amarelas, cor feia, disse uma vez o mestre, mas até aqui nestas simples linhas amarelas, há quem veja linhas negras. Ou serão pretas!? Lá estamos de novo a complicar o que é simples.

 

Definitivamente, retiro-me.

 

Até ao próximo poste (tradução para português de Portugal de post – esta é outra que nunca entendi…) complicados!

04
Abr08

Com Norte, desnorteado...



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Depois de uma mãe e um pai é na casa que encontramos o Norte. Na casa dos pais, na nossa casa.

 

Despojados da casa, estamos despojados dos sonhos e do nosso ser, pois só em casa é que ficamos reduzidos à nossa verdadeira insignificância, porque, ó ilustre mortal, como diria o nosso poeta maior FP, não temos importância nenhuma e sem nós correrá tudo sem nós.

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Curiosamente, é por saber-me insignificante e sem importância que a vida vai correndo para mim, colorida como deve de ser ou como eu penso e julgo. Também porque a minha casa ainda tem telhados.

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