Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

Parada do Corgo

 

.

 

 

Parada

Nos caminhos apertados entre montes

Os mesmos, quem sabe, que no meu reino da montanha

Me levavam e terminavam num Muro

Onde o aperto

dava pelo nome de liberdade

difícil mas total

pura e simples

Onde a sede

se matava na frescura

das águas das nascentes.

 

Tal como Torga

Também eu ia beber água nas minhas fontes votivas

Originais e sem pecado.

 

.


publicado por Fer.Ribeiro às 02:27
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Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

Um W.C. à porta de casa

 

.

 

Os olhares podem andar por esse mundo fora

Ainda ontem, travestidos, viam máscaras em Times Square

No coração de NYC, quase o coração do mundo – dizem!

Não perderam nada com isso

Mas o corpo e a alma

Estão

Regressam e

tanto querem como se querem nas origens

e que sorte

nas origens

ter também uma aldeia

feita de coisas primeiras.


publicado por Fer.Ribeiro às 02:43
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007

Parada - Portugal profundo

 

.

 

Sempre gostei do termo “Portugal Profundo”, mas mais que gostar há que o conhecer e entender. Eu conheci-o, e até o entendia, por breves passagens, é certo, mas cada vez, que ido da cidade, mesmo cidade de província, caía nesta aldeia, sentia que estava no mais profundo do Portugal profundo. É inexplicável o sentimento. Longe de tudo, da electricidade, da água a correr nas torneiras, da televisão e rádio, só a pilhas, à luz da candeia ou às escuras fazia-se a imagem do som, como de som eram feitos os despertares, bem sedo, ao som do galo ou do chiar dos carros de bois.
 
É a imagem que guardo desta aldeia. Aldeia dos canastros, das casas de pedra, do muito frio de Inverno, das lareiras e da água fresca a correr nas bicas, de verão. Anos 60 e uns poucos de 70.
 
É sempre bom regressar às nossas origens, à terra do avô e do pai e ver que no mesmo canastro, onde eu brincava em solitário e dava asas à minha imaginação, agora são muitos os que brincam e imaginam, coloridos.
 
Parada do Corgo ou de Aguiar, terra de lobos.

publicado por fr às 02:31
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