Segunda-feira, 21 de Junho de 2010

às vezes aconteciam sombras

 

.

 

Já há muito que sei que as sombras acontecem

Agradáveis quando o sol e o calor apertam

Artísticas se as virmos como tal

Mas também não esqueço

Que é nelas

Que os cinzentos se disfarçam…

 

Já lá vai o tempo em que as sobras aconteciam

E eu não sabia.

 

 

 



publicado por Fer.Ribeiro às 03:11
link do post | comentar | favorito
Domingo, 21 de Março de 2010

Nudez de figueira

 

.

 

Dizem dar má sobra

mas dão bons figos

secos

entremeados com nozes

delícia

dispenso a aguardente

mas não resisti

apontar-lhe a objectiva

à sua nudez

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 03:53
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Público & Anónimo

 

.

 

 

Vazia de vida

A noite

Convida-nos a povoá-la

Tudo é igual

Tudo é diferente

Tudo é nosso

Por inteiro

Apenas nós

Fazemos a diferença

Para além dos outros

Que adormecem na escuridão.

 

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 00:07
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
Sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Apenas


publicado por Fer.Ribeiro às 03:00
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

No descruzar e cruzar dos corpos

 

 

 

 

Em vez de televisão, um aquário fazia as delícias da sala

Entre matracas e arquitecturas a adrenalina dos motores

Linhas da província que só se cruzam num porto de descobertas.

 

 

 

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 02:36
link do post | comentar | favorito
Domingo, 17 de Janeiro de 2010

Do sarrabulho a nyc

 

.

 

Eia, eia lá, eia a globalização

Ontem saboreando o sarrabulho e hoje num click,

um bocadinho de Tom Waits, uma sagres e eis-nos do outro lado


publicado por Fer.Ribeiro às 16:29
link do post | comentar | favorito
Domingo, 10 de Janeiro de 2010

Olhar engaranhado

 

 

Porque está frio e o frio

também se sente e nos invade a alma

apenas me sai o engaranhado de um olhar gelado

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 04:18
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Para um poema de Edgar Carneiro

 

.

 

AS TRÊS PONTES

 

 

No começo longínquo dos meus dias,

a sentir-me inseguro

sem rumo e sem guias,

de três pontes havia que escolher

 

 

Era uma de pedras precisoas,

tapetada de rosas,

por onde iam os donos do poder.

 

 

Era outra dos arcos de triunfo,

tapetada de junco,

por onde iam as almas de eleição.

 

 

Era outra de sonhos e suspiros.

Com luar a mantê-la

é ainda por ela

que vai meu coração.

 

 

 

Edgar Carneiro, in "PÉRIPLO" - 2009

 

 

 

 

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 02:47
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

Desnorteado

 

 

Sem Norte

Ando desnorteado, perdido, por aí ao acaso…

…ai como gosto de, mentindo-me, enganar a rotina dos dias.

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 04:01
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 4 de Janeiro de 2010

Sobras e escuridão

 

.

 

Hoje, qualquer palavra que aqui deixasse

Só atrapalharia

Por isso, com esta mentira descarada, rendo-me à escuridão…

 

 

 

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 03:11
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

De regresso ao Vintage

 

.

 

Ahah! Eu sabia! é por isso, que agora as bebedeiras

nunca passam além do litro. Os anos dão-nos a tranquilidade

da apreciação para além do cair do pano. De regresso aos fiéis do vintage.

 

 

 


publicado por Fer.Ribeiro às 01:41
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Entalada na Modernidade

 

 

Às vezes, um título faz um texto (testo em Lx).

 


publicado por Fer.Ribeiro às 03:53
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 29 de Dezembro de 2009

O Glamour da Glória

 

.

 

Glamour da glória dura apenas um momento e pouco mais vai além

do cair do pano, esvazia-se tão rápido como a plateia, triste do actor

que não sabe disso, que se embebeda de glória e esquece a ressaca.

 

 

 

 

.

 


publicado por Fer.Ribeiro às 03:45
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Domingo, 20 de Dezembro de 2009

Colorações

 

.

 

Pois é, a vida também é assim, colorida ou não, conforme a fizermos e quisermos. Poderá haver mestria ou não no colorir e descolorir das coisas, mas por mais que se tente, não haverá cor que consiga colorir uma vida cinzenta que se perde e oprime entre o preto e o branco sem nunca atingir a sua pureza…

 

Eu, gosto do azul!

 

.  


publicado por Fer.Ribeiro às 03:16
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Questões de geometria

.

A beleza da geometria está na explicação de todas as coisas e por mais ou menos complexidade com que se trate, terminará sempre em várias rectas a convergir para o infinito. Claro que, como em tudo, a geometria também tem as suas rebeldias e as suas sombras e, nem sequer quero falar da recta bêbada que ziguezagueia conforme o grau com que foi colorida , com branco ou tinto, tanto faz, acabará por andar à roda, em curvas perfeitas ou não, para (como diria o mestre das palavras), acabar por serem vomitadas.

 

Moral do pensamento: Seja qual for a recta, convergirá para o infinito.

.

 

.

Claro que não se poderá tratar a geometria com esta leviandade da convergência no infinito, pois o contrário também é verdadeiro. Diria mais, na geometria, como na vida, tudo é possível. Converge-se, diverge-se, cruzam-se rectas como quem cruza olhares e, há as que paralelas, nunca se encontrarão…e deixo de parte os traços, que se querem sempre desenhados a preto sobre branco, que conforme a luz, lá terão a suas sobras.

 

Moral do pensamento: Tal como a vida, a geometria poderá explicar todas as coisas ou não.

 

Moral de ambos os pensamentos: É tudo uma questão de luz, pois às escuras, não há geometrias possíveis.

 

Talvez por tudo isso, por ser mais simplificada, a noite também tem os seus encantos, no entanto, há quem a aproveite para dormir…

 

Bem!  É melhor ficar por aqui, que às tantas, é na noite que está a explicação das coisas todas!

 

E o ponto!? Bem, esse, fica sempre pró fim.

 

.

 


publicado por Fer.Ribeiro às 03:31
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito

.Para acompanhar

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Julho 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.posts recentes

. às vezes aconteciam sombr...

. Nudez de figueira

. Público & Anónimo

. Apenas

. No descruzar e cruzar dos...

. Do sarrabulho a nyc

. Olhar engaranhado

. Para um poema de Edgar Ca...

. Desnorteado

. Sobras e escuridão

.arquivos

. Julho 2017

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Setembro 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Junho 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Março 2005

.tags

. todas as tags

.ligar a:

.Creative Commons

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

.Desde 09-01-07

.Estão a espreitar

online

.G+

blogs SAPO

.subscrever feeds