No meu tempo de puto grande, tempo de ser poeta apaixonado, gostava dizer : “ Não digo adeus, digo amor até ficar sem palavras” – coisas de putos!
Hoje, longe de esgotar as palavras e o amor, digo adeus com um até sempre sem regresso.
Foi bom ter andado por aqui, parto com saudades, mas este blog acaba mesmo aqui. Obrigado pela companhia e por aturarem os meus devaneios.
Adeus!
Nunca ser o primeiro a chegar...de pouco me interessam essas vitórias, mas sempre, sempre que a liberdade mo permita, ser o último a abandonar…dá gozo ser resistente.
Está decidido - está decidido, este blog acaba mesmo e, no entanto, já começo a ter saudades dele mesmo antes de o terminar. Talvez por causa das minhas queridas geometrias, a sua pureza da forma, a sua exactidão, o seu rigor, a sua perfeição, sim, a sua perfeição, porque a geometria é única, é perfeita, pois não há outra forma de a conjugar.
Projecções, ortogonais ou não, riscos, traços, sombras, rectas e curvas, tal como a poesia, basta entendê-las, estar em sintonia com elas para ficarmos presos como eternos e fiéis amantes.
Tudo tem o seu tempo, a sua vida, duração e prazo de validade. Por uma ou outra razão, às vezes, temos que abandonar os caminhos, aquilo e aqueles que mais amamos. Os relógios e afazeres de obrigatoriedade a isso obrigam e, lamentamos, pois lamentamos, mas o que tem de ser, tem muita força e, como sempre, começamos por nos despojar daquilo que nos dá prazer, como se de um castigo se tratasse… a vida é assim!
Pois é, lamento sinceramente pelos poucos mas fiéis companheiros que me têm acompanhado no caminhar deste blog, mas inicia aqui a sua recta final e a semana do fim.
E lá vai, foi, a semana do ferro e ferrugem. Entramos agora noutra (semana), a semana das ocasionais.
Leituras, absorventes, tanto que abstraídos, se entra dentro dela ignorando o que os rodeia ou se aproxima.
Mais que a sua força, é um fascínio. Temperado, moldado, serve não só a força e revoluções como também a arte. Admiro-lhe a força, a utilidade e a resistência, mas sobretudo aprecio-o na arte, por muito simples que seja…
Entramos assim na semana do ferro, da sua arte e da sua inseparável ferrugem.
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Termina aqui a semana das viagens, a ilusão e memória de viagens antigas, pois a realidade já há muito que é de trabalho.
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Amesterdão é um destino obrigatório de viagens e um desafio à fotografia. Conseguir uma foto sem uma bicicleta, é quase tarefa impossível.
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Para rematar as viagens, ficam três fotos de uma cidade que nem precisava de registos, pois é uma daquelas que pela sua singularidade fica registada na memória para todo o sempre.
A próxima semana fotográfica pode ser de ferro e ferrugem.
Mais uma para ficar sem palavras, pois pela certa não conseguiriam transmitir a sensação e o momento.
Ainda ontem dizia que a imagem vale mais que mil palavras, e é verdade, mas também muitas vezes a imagem fica aquém da grandeza da realidade, é o caso.
Às vezes corremos esse mundo fora para ver e estar num lugar quê, sabe-se lá porquê, se meteu nas nossas cabeças ser obrigatório visitar e, deixamos esquecidas verdadeiras relíquias mesmo à porta de casa.
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Celanova, aqui ao lado na Galiza, é um desses lugares à porta de casa, um dos muitos que menosprezamos e vamos ignorando no planeamento das nossas viagens… mas um dia, lembrei-me, e fui até lá. Ainda hoje, passados alguns anos, não me arrependi da decisão que então tomei.
. THE END
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